terça-feira, 1 de março de 2011

O livro do mês de Março



Uma cidade é devastada por uma epidemia instantânea de "cegueira branca". Face a este surto misterioso, os primeiros indivíduos a serem infectados são colocados pelas autoridades governamentais em quarentena, num hospital abandonado. Cada dia que passa aparecem mais pacientes, e esta recém-criada "sociedade de cegos" entra em colapso. Tudo piora quando um grupo de criminosos, mais poderoso fisicamente, se sobrepõe aos fracos, racionando-lhes a comida e cometendo actos horríveis. Há, porém, uma testemunha ocular a este pesadelo: uma mulher, cuja visão não foi afectada por esta praga, que acompanha o seu marido cego para o asilo. Ali, mantendo o seu segredo, ela guia sete desconhecidos que se tornam, na sua essência, numa família. Ela leva-os para fora da quarentena em direcção às ruas deprimentes da cidade, que viram todos os vestígios de uma civilização entrar em colapso. A viagem destes é plena de perigos, mas a mulher guia-os numa luta contra os piores desejos e fraquezas da raça humana, abrindo-lhes a porta para um novo mundo de esperança, onde a sua sobrevivência e redenção final reflectem a tenacidade do espírito humano.

Algumas obras do Autor:

Terra do Pecado, Os Poemas Possíveis, Deste Mundo e do Outro, Levantado do Chão, Memorial do Convento, A Noite, Que Farei com Este Livro?, O Ano da Morte de Ricardo Reis, A Caverna, A Maior Flor do Mundo, O Homem Duplicado, Ensaio sobre a Lucidez, As Intermitências da Morte, A Viagem do Elefante, Caim



BIOGRAFIA


Nasceu na aldeia de Azinhaga, concelho da Golegã, a 16 de Novembro de 1922, embora esteja registado como tendo nascido a 18, mas antes de fazer três anos mudou-se para Lisboa com os pais.
Após fazer os estudos secundários em Lisboa, que por dificuldades financeiras não prosseguiu, José Saramago começou a trabalhar como serralheiro mecânico e exerceu ainda as profissões de desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor e tradutor, tendo colaborado também como crítico literário na revista Seara Nova e como comentador político no Diário de Lisboa (1972-73) e sido director do Diário de Notícias (1975).
Além de ter recebido o Prémio Nobel da Literatura em 1998 e de outros prémios, José Saramago acumulou ainda doutoramentos Honoris Causa por várias universidades.
Morreu dia 18 de Junho de 2010, vítima de cancro, em Lanzarote, na companhia da sua esposa Pilar del Rio.

Crítica de imprensa

«Um homem fica cego, inexplicavelmente, quando se encontra no seu carro no meio do trânsito. A cegueira alastra como "um rastilho de pólvora". Uma cegueira colectiva. Romance contundente. Saramago a ver mais longe. Personagens sem nome. Um mundo com as contradições da espécie humana. Não se situa em nenhum tempo específico. É um tempo que pode ser ontem, hoje ou amanhã. As ideias a virem ao de cima, sempre na escrita de Saramago. A alegoria. O poder da palavra a abrir os olhos, face ao risco de uma situação terminal generalizada. A arte da escrita ao serviço da preocupação cívica.»

                                                                                                                                   Diário de Notícias

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