sábado, 5 de junho de 2010

Os livros do mês de Junho

    
  Maria Teresa Maia Gonzalez nasceu em Coimbra, em 1958. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Franceses e Ingleses pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entre 1982 e 1997 foi professora no ensino oficial e público.
  Os seus livros têm a particularidade de poderem ser lidos tanto pelos jovens como pelos adultos, pois  é uma autora com uma sensibilidade fora do comum. As suas obras são também uma leitura indispensável  para pais e educadores.


A Lua de Joana é um sucesso com 15 edições e mais de 200.000 exemplares vendidos, que esclarece de um modo por vezes doloroso: a droga vicia, a droga mata!

Trata da história de uma rapariga chamada Joana que perdeu a sua melhor amiga. Este livro pode ser considerado uma espécie de diário (apesar de não o ser) porque Joana escreve cartas para uma amiga que já morreu. Conta-lhe tudo o que se passa na vida dela. É interessante ver a vida desta personagem, como ela se transforma ao longo dos dias e dos anos. Apesar de tudo, este livro mostra-nos a realidade dos dias de hoje: o grande flagelo que a droga é para todos - para a família, para os amigos e para a própria pessoa que comete esse erro. Não há muito mais a dizer, é um excelente livro recomendável a todos os que queiram passar um bom bocado a ler.

O livro desenrola-se à volta de três personagens:

Joana - É uma jovem da alta sociedade, que vive com os pais, irmão e avó. Passa grande parte do tempo na sua lua que lhe foi oferecida no seu aniversário. Os pais estão demasiado ocupados com as suas próprias vidas, os seus trabalhos e relegam para segundo plano as necessidades dos filhos. Joana tem um irmão, a quem chama Pré-histórico e posteriormente de traumatizado. A avó Ju é a única que se preocupa com ela. Segundo Joana, é de resto a pessoa mais ponderada na casa. Joana perdeu a sua melhor amiga, a Marta e irá acabar por perder também a sua avó. As duas pessoas de quem mais gosta.

Marta - É uma jovem, que não aparecendo directamente no livro, faz parte integral da história, pois todas as cartas escritas por Joana, estão dirigidas a "Querida Marta". A Marta envolveu-se com um grupo de amigos "punks" e acabou por morreu de overdose.

Diogo - É um jovem rebelde, devido à morte estúpida da sua irmã. Joana faz várias tentativas para se aproximar dele, pois ele é a sua paixão desde menina, mas todas em vão. Diogo sabe bem os perigos da droga, no entanto acha que é forte, que consegue controlar o seu corpo e que não irá ficar viciado.



Os Herdeiros da Lua de Joana é uma peça de teatro na qual Maria Teresa Gonzalez retoma as personagens de A Lua de Joana no momento do seu luto pela perda irreparável que sofreram. Nesta peça, as personagens confrontam-se entre si, transmitindo uma advertência contra o uso de drogas que é cada vez mais importante nos tempos que correm. É um texto dramático dirigido principalmente às escolas, uma vez que foram muitas as que levaram à cena a dramatização de A Lua de Joana. Sendo Os Herdeiros da Lua de Joana um texto propositadamente escrito para ser representado, a tarefa de levar ao palco da escola uma dramatização ficará bastante facilitada.

Excerto final da peça

Sou o pai da Joana e chamo-me João Brito… (…) Queria contar-vos uma história… (Pausa breve) Uma história verdadeira! E, para contar uma história verdadeira, é preciso dizer toda a verdade… Por isso, a primeira coisa que devo confessar-vos é que comecei a conhecer a minha filha, a Joana, no dia em que ela morreu… (Pausa breve) Para contar esta história, vou chamar quem nela participou. (Pausa. Em seguida, chama, um a um os actores da peça, por ordem de entrada em cena, os quais, de mãos dadas e com o Dr. Brito ao centro, fazem uma vénia prolongada.)

(Enquanto os actores se retiram do palco, ouve-se o refrão de uma canção de Luís Represas: «Há sempre alguém que nos diz: Tem cuidado! / Há sempre alguém que nos faz pensar um pouco. / Há sempre alguém que nos faz falta à saudade…»)



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